domingo, 30 de setembro de 2012



Você tem
O que eu sempre quis
Você sabe o que quer
Também sabe o que tem
Ou pode ter quem quiser

Você passou e riu
Me faz pensar que sim
Sempre quero alguém
Que jamais olhou pra mim

Você vem andando sobre o mar
Você sabe onde vai
Deve estar com alguém
Que te enxergou como eu
Você é um filme em mim
Que tem final feliz

Que me faz voar
E jurar que já te vi
Mas jamais me olhou, e jamais me olhou
Que jamais olhou pra mim

Ah, você sabe o que faz
Pra me manter fiel
Você nunca é demais
E eu sei de cor seu olhar
Que não vem
Se é que vem
Vem...

Se não passou, não riu
Não tem final nenhum
Sempre quero alguém
Que jamais olhou pra mim
Que jamais me olhou, que jamais me olhou
E jamais olhou pra mim

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

domingo, 19 de agosto de 2012

Uma noite boa, uma noite contigo, quando deitar na sua cama, saiba que eu estarei aqui, pensando em você, quando colocar a cabeça, no travesseiro saiba que eu estarei aqui, sonhando contigo, quando acordar, saiba que eu acordei e já logo pensei em você, e vou continuar pensando em ti, e te desejando até que o dia acabe outra vez! ♥

quinta-feira, 16 de agosto de 2012



Abro os meus olhos
Hoje percebo que nada foi em vão
O sol que arde
Invade as janelas do coração
E bate no peito
E deixa sem jeito
E te faz lembrar uma bela canção
Porque hoje você faz doce
E nem muda a cara pra pedir perdão

Sei que por dentro
Leva no peito toda desilusão
Chora em segredo
Sofre em silêncio, eu sei
Que a vida vai ser bonita
E com o tempo eu volto a sorrir
E se ontem você fez doce
Sei que amanhã não vai viver sem mim

Não sei porque você já pôs
Outra pessoa em meu lugar
Eu sinto que assim já foi
Mais fácil de aceitar
E mesmo se você mudar
Querer voltar
Não adianta mais
Agora que você quebrou
Aquilo que não vai voltar


 E COM UM TEMPO EU VOLTO A SORRIR.

domingo, 5 de agosto de 2012

Semana passada ouvi de um grande amigo uma grande verdade: “Chega uma hora na vida que você tem que abrir mão do selvagem dentro de você para manter amigos, empregos e constituir família. Ou você pode escolher ser um louco e viver sozinho.”
No meu último emprego, quando pedi demissão, ouvi do meu chefe, também um grande homem em raras ocasiões: “Toda essa sua mania de ser louquinha e falar o que pensa, só vai te garantir um emprego fixo: banda de rock.”
Acho que todos têm razão. E venho tentando, com orações dadas pela minha mãe desesperada com meu jeitinho nada meigo, yoga, terapia, sexo, pilates, mantras e muita conversa com amigos em geral, ser uma pessoa mais equilibrada.
Uma amiga me disse: “Quem briga por tudo e quer medir poder com todo mundo, na verdade está tentando provar que não é um bosta, tá brigando consigo mesmo”.
Pura verdade, quando minha auto-estima está em suas piores fases, é aí que a coisa pega: fico com mania de perseguição, acho que tá todo mundo querendo foder comigo, que existe um complô universal contra a minha frágil pessoa. Meu ataque nada mais é do que a defesa amedrontada de uma menina boba.
Mas a verdade é que eu odeio o equilíbrio. Porra, se eu tô puta, eu tô puta! Se eu tô com ciúme, não vou sorrir amarelo e mostrar controle porque preciso parecer forte e bem resolvida. Se o filho da puta que senta do meu lado é um filho da puta, eu não vou fazer política da boa vizinhança, eu vou mais é berrar e libertar essa verdade de dentro do meu fígado: você é um grandessíssimo filho de uma puta! Se a vaca da catraca do teatro me tratou mal, eu vou mais é falar mesmo que ela é uma horrorosa que não vê pica há anos, ou melhor, que a última pica que viu foi do padrasto que a estuprou!
O sangue ferve aqui dentro, e eu não tô a fim de transformá-lo num falso líquido rosa que um dia vai me dar um câncer. Eu não tô a fim de contar até 100, eu quero espancar a porta do elevador se ele demorar mais dois segundos, quero morder o puto do meu namorado que apenas sorri seguro enquanto eu me desfaço em desesperos porque amar dói pra caralho, quero colocar TODAS as pessoas do meu trabalho que falam “Fala, floRRRR!” ou “Precisamos disso ASAP” numa câmera de gás peristáltico.
Eu sou antipática mesmo, o mundo tá cheio de gente brega e limitada e é um direito meu não querer olhar na cara delas, não tô fazendo mal a ninguém, só tô fazendo bem a mim. Minha terapeuta fala que eu preciso descobrir as outras Kamilas: a Kamila amiga, a Kamila simpática, a Kamila meiga, a Kamila que respira, a Kamila que pensa, a Kamila que não caga em tudo porque deixou a imbecil daKamila de cinco anos tomar as rédeas da situação.
Ela tem razão, mas é tão difícil ver todos vocês acordando de manhã sem nada na alma, é tão difícil ver todos os casais que só sobrevivem na cola de outros casais que só sobrevivem na cola de outros casais, é praticamente impossível aceitar que as contas do final do mês valham a minha bunda sentada mais de 8 horas por dia pensando o quanto eu odeio essa gente que se acha “super” mas não passa de vendedor de sabonete ambulante.
É tão difícil ser mocinha maquiada em vestido novo e sapato bico fino quando tudo o que eu queria era rasgar todos os enfeites e cagar de quatro no meio da pista enquanto as tias chifrudas bebem para esquecer as dúvidas ao som de “Love is in the air”.
Parem de sorrir automaticamente para tudo, humanos filhos da puta, admitam que vocês não fazem a menor idéia do que fazem aqui. Admitam a dor de estar feio, e admitam que estar bonito não adianta porra nenhuma.
Eu já me senti um lixo de pijama com remela nos olhos, mas nunca foi um lixo maior do que me senti gastando meu dinheiro numa bosta de salão de beleza enquanto crianças são jogadas em latas de lixo porque a total miséria transforma qualquer filho de Deus em algo abaixo do animal.
Mas eu não faço nada, eu continuo querendo usar uma merda de roupinha da moda numa merda de festinha da moda no meio de um monte de merdas que se parecem comigo. Eu quero feder tanto quanto eles para ser bem aceita porque, quando você faz parte de um grupo, a dor se equilibra porque se nivela.
E eu continuo perdida, sozinha, achando tudo falso e banal. Acordando com ressaca de vida medíocre todos os dias da minha vida.
Grande merda de vida, você muda a estação do rádio para não reparar que a menina de dez anos parada ao lado do seu carro, já tem malícia, mas não tem sapatos. Você dá mais um gole no frisante para não reparar que a moça da mesa ao lado gostou do seu namorado, e ele, como qualquer imperfeito ser humano normal, gostou dela ter gostado.
Você disfarça, a vida toda você disfarça. Para não parecer fraco, para não parecer louco, para não aparecer demais e poder ser alvo de crítica, para ter com quem comer pizza no domingo, para ter com quem trepar na sexta à noite, para ter quem te pague a roupa nova e te faça sentir um bosta e para quem te pede socorro, você disfarça cegueira.
Você passa a vida cego para poder viver. Porque enxergar tudo de verdade dói demais e enlouquece, e louco acaba sozinho. Vão querer te encarcerar numa sala escura e vazia, ninguém quer ter um conhecido maluco que lembra você o tempo todo da angústia da verdade e de ter nascido. Você passa a vida cego, mentindo, fingindo, teatralizando o personagem que sempre vence, que sempre controla, que sempre se resguarda e nunca abre a portinha da alma para o mundo. Só que a sua portinha um dia vira pó, e você morre sem nunca ter vivido, e você deixa de existir sem nunca ter sido notado. Você é mais uma cara produzida na foto de mais uma festa produzida, é um coadjuvante feliz dessa palhaçada de teatro que é a vida.
Você aceitou tudo, você trocou as incertezas da sua alma pelas incertezas da moça da novela, porque ver os problemas em outros seres irreais é muito mais fácil e leve, além do que, novela dá sono e você não morre de insônia antes de dormir (porque antes de dormir é a hora perfeita para sentir o soco no estômago).
Você aceita a vida, porque é o que a gente acaba fazendo para não se matar ou não matar todos os imbecis que escutam você reclamar horas sem fim das incertezas do mundo e respondem sem maiores profundidades: relaaaaaaaaaaaaaxa!
Eu não vou fumar, eu não vou cheirar, eu não vou beber, eu não vou engolir, eu não vou fugir de querer me encontrar, de saber que merda é essa que me entristece tanto, de achar um sentido para eu não ser parte desse rebanho podre que se auto-protege e não sabe nem ao certo do quê. Eu não vou relaxaaaaaaaaaaaaaaaaaar.
A única verdade que me cala um pouco e, vez ou outra, me transforma em alguém estupidamente normal é que virar um louco selvagem que fala o que pensa, sem amigos e sem namorados, só é legal se você tiver alguém pra contar o quanto você é foda no final do dia.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Eu quero algo de bom pra você e pra mim
E pra você que seja com outra pessoa
Porque eu já aprendi a dizer não

Quantas vezes uma solidão a dois
A gente é deixado pra depois
Eu não quero fazer isso com ninguém, não
Quantas vezes uma solidão a dois
A gente deixa a pessoa pra depois
Como isso é chato
Sem recado, sem recado
Deixo a secretaria eletrônica ao lado
Tenho mais coração que você
E eu as vezes também
Por que hoje eu não to zeem
Mas no fim do dia eu pretendo estar
Eu vi o sol de jah nascer do teu peito, céu amor

Eu quero algo de bom pra você e pra mim
E pra você que seja com outra pessoa
Porque eu já aprendi a dizer não
Nossa historia é legal, porque no fim o mocinho se da mal
E quantas vezes a mulher não quer ser o mocinho, meu bem
Você não é de ninguém, e quando tava comigo eu era ninguém
Isso pode ser coisa da minha cabeça, ou não
Você não é de ninguém
Você não é de ninguém
Você não é de ninguém
Se voltar pra mim, vai me fazer sofrer

Eu quero algo de bom pra você e pra mim
E pra você que seja com outra pessoa
Porque eu já aprendi a dizer não

Se eu pudesse voltar no tempo
Pra te desviar de mim
Quantas vezes na minha mente eu te xinguei
Por coisa tola que você fez
Coisa boba que você disse
Eu tive medo de dor de estomago
E tive em um minuto a força pro rebiti
Eu sofri
Mas hoje eu sei que
Você não é de ninguém
Você não é de ninguém
Você não é de ninguém
Se voltar pra mim, vai me fazer sofrer


Eu quero algo de bom pra você e pra mim
E pra você que seja com outra pessoa
Porque eu já aprendi a dizer não
"depois que o passarinho chegou"